quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Uma reflexão: quadrinho "On a Plate" ou "De Bandeja", Toby Morris





Esse quadrinho título em português "De Bandeja", do  artista Toby Morris, publicado em uma coluna intitulada “The Pencil Sword” (A espada lápis); onde publicou “On a Plate”  { original clica AQUI. }. As imagens acima são uma versão traduzida pelo catavento.

Sem querer adentrar na questão de classes, mas conforme fui lendo as situações que são descritas nas estórias dos personagens, fui meio que revendo minha própria história... vejamos, sou oriunda de família média baixa, tivemos o que foi possível de incentivos, meu pai sempre trabalhou em indústria e minha mãe pegava serviços esporádicos de babá ou costureira, afora isso, cuidava das 3 filhas, estudei em escola pública até o segundo grau { ensino médio } onde consegui me formar na faculdade paga em 2012; meu primeiro emprego foi num supermercado aos 15 anos [ onde conciliei com a conclusão dos estudos até os 17 }, passei por tantos outros empregos até o ano 2013 onde iniciamos um negócio próprio no ramo de auto-peças... 

Importante reflexão... e vocês, algo já veio "de bandeja"? ...

Bjkas

Mila
 

3 comentários:

Marly disse...

Oi, Mila,

Nem eu nem nenhum dos meus irmãos jamais recebemos algo "de bandeja". Todos tivemos de trabalhar desde criança. Quem cursou faculdade teve de acumular a faculdade e o trabalho. O lado bom é que todos obtivemos (relativo) sucesso, já que conquistamos nossas casas e nosso sustento, de forma honesta e digna. Acho que essas coisas deveriam ser motivo de orgulho, nunca de vergonha.

Beijo

Zulmira Romariz disse...

Não Mila, nunca recebi nada de bandeja, mas sou feliz pelo que sou, nada
de especial é verdade, mas sempre pronta para os desafios, beijo amiga

Daiane Aline disse...

Oi Mila!
Nem minha mãe nem meu pai e agora nem eu e nem minhas irmãs receberam algo de bandeja a vida toda.
Eu sou a única que não tem curso superior das três pq fui burra sei lá, mas fiz meu técnico com muito esforço, nossa quantas vezes tive que ir apé até o centro da cidade pra pegar o trem pq senão nao teria dinheiro pra comprar determinado material, chegava la e via os mauriconhos chegarem de carro e reclamarem por estar lá, que queria estar em outro lugar, quantas vezes levei o Dudu e até a Tessalia pras aulas pq nao tinha com quem deixar.
Minhas irmãs batalharam e conseguiram bolsa pra facul uma já se formou e está concluindo a pós e a outra está terminando esse ano a graduação dela
( muito orgulho ) E minha mãe aos 46 anos está no meio da sua primeira graduação em serviços sociais é uma vitória pra nós.
Cresci vendo minha mãe trabalhar em casa de família, sem reclamar de nada, mesmo sendo deficiente visual ( cegueira parcial ) e através do esforço dela conseguiu se inserir em projetos sociais que davam apoio a cegos estudou concluiu os ensino médio com as filhas já grande eu deveria ter uns 12 anos e quando eu tinha 15 anos e ela 33 ela conseguiu o primeiro emprego registrado através de cotas para deficientes, ela começou a trabalhar no Sesi de faxineira e foi fazendo concursos dentro do próprio Sesi foi promovida pra trabalhar na cozinha, mas depois por ela mesma quis sair e alçar novos voos.
Hoje trabalha de ascensorista em uma faculdade a mesma que ela cursa serviços sociais.
Emfim nada de bandeja nessa família!
Amei essa estória, ilustra com certeza a realidade de muitos.
Bjuss!