segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Alice

Ainda em clima de #Oscar 2011, hoje vamos falar sobre o fime Alice no País das Maravilhas de Tim Burton.

Gosto muito deste Diretor principalmente por "Edward Mãos de Tesoura"; sendo que para mim essa "releitura" do clássico infantil é um daqueles filmes onde devemos nos "liberar" de tudo o que sabemos dele e encarar como uma tela em branco.

Olha o que #Zeca Camargo falou no seu post Alice (o filme):

Já tendo lido algumas resenhas na imprensa americana (todas alertando sobre as “liberdades poéticas” que Burton havia tomado), nem me incomodei quando, logo de cara, no lugar de ver Alice brincando num jardim antes de encontrar um coelho com pressa, encontro um grupo de senhores ingleses tendo sua conversa interrompida por uma menina (Alice, claro), que não consegue dormir por causa de um pesadelo recorrente – que começa, como você já pode imaginar, depois que ela cai num buraco…
Depois disso, a história é catapultada para alguns anos depois, quando a menina já está em idade casadoira (o que, na Inglaterra de meados do século 19, deve corresponder a uns 16/17 anos) e resolve escapar de uma temerária proposta de casamento… isso mesmo: correndo atrás de um coelho com pressa! Inevitavelmente, ela o segue até o buraco no pé de uma árvore – e cai nele… Dali para frente, é melhor você fazer como a própria Alice e perder o referencial: abandonar tudo que você conhece (ou tudo que você se lembra) do livro e aceitar mais este convite para entrar no mundo ensandecido de Tim Burton. Acredite: você não vai se arrepender…
A “Alice” de Burton é sim uma festa visual – e eu recomendo com louvor. Mas para viver todo o imaginário dos personagens criados por Carroll, ainda prefiro dormir com o livro na minha cabeceira...



No Oscar o filme faturou duas estatuetas: #Melhor Figurino e #Melhor Direção de Arte, sobre o figurino Colleen Atwood, a figurinista responsável pelo guarda-roupa do filme, declara:

“Quando trabalho com Tim Burton, tenho espaço para ser uma artista”. As variações de tamanho de Alice foram o maior desafio para Atwood, e Burton queria tudo o mais real possível. “Nós tivemos que pensar como tudo isso funcionaria junto”, explicou ela, “então usamos diferentes escalas e tecidos para que desse certo quando Alice encolhesse e crescesse. Se ela está pequena, as listras têm que ser maiores. Se ela está grande, têm que ser menores.”


Como não poderia deixar de ser o filme inspirou muitos produtos:


E tem a riquíssima trilha sonora:


Avril Lavigne - "Alice (Underground)"
The All-American Rejects - "The Poison"
Owl City - "The Technicolor Phase"
Shinedown - "Her Name Is Alice"
All Time Low - "Painting Flowers"
Metro Station - "Where''s My Angel"
Tokio Hotel and Kerli - "Strange"
3OH!3 ft. Neon Hitch - "Follow Me Down"
Robert Smith - "Very Good Advice"
Mark Hoppus with Pete Wentz - "In Transit"
Plain White T''s - "Welcome to Mystery"
Kerli - "Tea Party"
Franz Ferdinand - "The Lobster Quadrille"
Motion City Soundtrack - "Running Out of Time"
                       Wolfmother - "Fell Down a Hole"
Grace Potter and the Nocturnals - "White Rabbit"




Um comentário:

cerise disse...

Alice é minha vida.
Como toda boa fã do livro, odiei o filme. Mas mereceram os Oscar(es lol) que ganharam, figurino realmente maravilhoso e direção de arte realmente incrível. Mas só.